Linha que Conduz
OA Arquitetos explora a continuidade como uma forma de organizar o ambiente e, principalmente, de pensar sobre como ele será usado. A escolha do nome do projeto não é gratuita. Em um escritório, onde foco, concentração e equilíbrio fazem parte da rotina, conduzir o espaço também significa saber o que deve permanecer em segundo plano. O projeto encontra essa resposta sem recorrer a divisões ou elementos excessivamente marcados.
A madeira dá corpo a essa continuidade e cria uma unidade que percorre praticamente todo o espaço. A estante, marcada por uma composição de linhas retas e por um desenho bastante imponente, poderia facilmente se tornar um elemento dominante, mas encontra seu lugar dentro do conjunto. Não há uma hierarquia evidente entre os elementos. Ela acontece de maneira mais sutil, pela proporção, pelo ritmo e pela repetição. Como deve ser.
Acreditamos que a iluminação do ambiente acompanha esse raciocínio e reforça a leitura dos planos sem criar pontos de ruptura. A luz não está ali apenas para cumprir sua função, mas para conduzir a percepção daquilo que poderia passar despercebido. É uma escolha coerente com a própria ideia do projeto, especialmente em um ambiente onde concentração e permanência dependem também de conforto.
Se pudéssemos colocar o espaço construído em palavras, ele faria jus ao seu nome. O projeto parece entender que foco também se constrói pela ausência de excesso. E como essa ausência é bem construída, não é mesmo?